domingo, 15 de julho de 2007

O que há-de vir

Então Confrades, o que há-de vir?
Bem, a mim: puta que pariu!! Pois as coisas parecem já estarem arrumadas: tens que estudar, trabalhar, conquistar uma mulher – trepar, fuder, meter, transar, amar –, comprar uma casa, fazer uns guris e gurias, freqüentar um boteco sujo, e, nos fim das contas, acabar por morrer.
Todavia, a itinerância não mostra-se tão simples e supérflua. Em momentos dramaticamente fugidios agimos de maneira um tanto quanto cômica e trágica ou trágica-cômica. Caminhamos, cada vez mais intensamente, para posturas indiferentes, apáticas, nostálgicas. Veja-se, és notória, quão está a questão religiosa, se Deus existe ou não, isso é indiferente; aqui podemos até nos perguntar, se amo-te, que significa isso pra Ti? Não temos resposta? Sabemos e lidamos com tais situações? Não nos iludamos, de um modo ou de outro, estamos situados em circunstâncias que presentemente incluí-nos [ou nós nos incluímos?].
O perspectivismo aflora-se cabalmente por aqui. Soltamos coisas do tipo: sou desta época, fruto do meio em que convivo, esse é meu ponto de vista. Porra!!! Oras, como podes falar de uma Humanidade, de Seres Humanos, de se considerar pessoa; e mais, como queres se comunicar, até mesmo dizer “oi”, se não se prontificar a levar em conta muito da “Cultura” de outrora e ser co-construtor da presente e vindoura? Eu e Tu, evidentemente somos diferentes, por isso há possibilidade de diálogo – no mais largo sentido, por exemplo: diálogo corporal, isto é, sexual; contudo, não necessariamente divergentes.
Pois é, o que há-de vir pra cada um de nós? Estudar ou não; Trabalhar ou não; Casar-se ou não; ter filhos ou não; embriagar-se ou não, opus, aqui não há escolha, é forçoso encher a cara; fuder ou não; amar ou não; andar ou não; “pensar” ou não; esfregar nas safadinhas ou não; viajar ou não; apresentar-se a alguém ou não; falar ou não; e assim vai...; viver ou não. Caralho!! (vide as acepções deste termo em “O que significa ‘Caralho’?”, do Paulera, fora postado em Abril). Minha vida não é uma mera coisa que se bifurca. Dramática é a “estrutura” humana. As situações e as opções são inúmeras e constantes.
O que há-de vir: não sabendo, antecipamos vários “estados” corporais e mentais; sabendo, nos damos conta do aparente domínio que temos ao depararmos com conseqüências trágicas e cômicas. O que preferes? Há saída da monotonia?

2 comentários:

Hammurabi disse...

Isso depende. Sempre depende. Crês que és livre ou crês que és destinado? Crês que tens uma razão para existir ou crês que és produto do mero acidente? Ou mesmo de sucessivos e extraordinários acidentes?

O que está por vir? Quem sabe? Quem, às 17:00hrs de hoje (15 de julho), ia imaginar que o Brasil ia meter três gols em "los confraditos" depois da merda que vimos no jogo contra os uruguaios? A vida é sempre incógnita, mesmo quando nos voltamos ao passado e imaginamos que essa ou aquela situação era previsível,se tivéssemos prestado atenção aos sinais.
Anyway, que importa se crês que há uma ordem pré-desenhada pra tua vida ou se crês apenas na certeza do caos? Agustiar-se com essas indagações pode furtar-te a momentos preciosos. Isso te é reforçador?

Raskólhnikov disse...

O negócio, então, é relaxar e gozar, não é assim?