sexta-feira, 7 de maio de 2010

Isso é tudo, pessoal!



Um Cachorro Bravo quase morto cita:

Eu faço versos como quem chora
De desalento, de desencanto
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo algum de pranto

Meu verso é sangue, volúpia ardente
Tristeza esparça, remorso vão
Dói me nas veias, amargo e quente
Cai, gota a gota, do coração

E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca
Eu faço versos como quem morre.
(Desencanto, Manuel Bandeira)
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Acho que deu pra sacar que eu tô saindo daqui.
Foi legal. Foi surreal. Foi triste. Foi nosso.
Vou continuar, vez por outra, no Clube. Também devo me aventurar em outra empreitada virtual.

Beijos, abraços, apertos de mão e acenos de longe.
Ah, e o último que sair, apaga a luz.

Hammurabi

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dizeres de Jó

"Que é o homem, para que faças caso dele,
para que dele te ocupes,
para que o inspeciones cada manhã
e o examines a cada momento?" [7, 17-18]
"Mas o homem nasceu para o sofrimento,
como as faíscas sobem para o alto." [5, 7]
"Somos de ontem, não sabemos nada.
Nossos dias são uma sombra sobre a terra." [8, 9]

"Teria por apoio o nada" [6, 13]


A lição de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp