quinta-feira, 19 de julho de 2007

leveza, sensibilidade e cocô

título: leveza e sensibilidade (baseado na obra "beleza e sensibilidade")

estudar psicologia é difícil pra mim, na sala de aula, ou com vocês eu entro em contato com muitas coisas que eu nunca iria perceber. e como uma frase que tinha na parede do meu quarto, tirada da agenda do colégio dizia "não há como entrar no fundo de si mesmo, sem sofrer" (ou algo do tipo) e é doloroso mesmo, pelo menos pra mim. entrar em contato com gente, e principalmente comigo. e ter, cada vez mais uma consciência maior de si. como o Adriano falou essa semana, e a minha psicóloga dizia, às vezes o psicólogo já entende algo do paciente, antes dele mesmo, mas tem que esperar um pouco pro paciente chegar ao mesmo ponto.

e nós temos essa mania de ficarmos fazendo julgamentos, colocando nome nos problemas dos que estão a nossa volta. e aqui fica o que o título disse. leveza e sensibilidade. acho que as vezes devo ficar calado, ao invés de falar tudo que penso a respeito de meus pares, pra que a pressa?! nem sempre apontar as coisas nos outros é legal pro outro.

pra finalizar...

"Love is patient; love is kind
and envies no one.
Love is never boastful, nor conceited, nor rude;
never selfish, not quick to take offense.

There is nothing love cannot face;
there is no limit to its faith,
its hope, and endurance.
In a word, there are three things
that last forever: faith, hope, and love;
but the greatest of them all is love."



a tradução do google com alterações

O "amor é paciente; o amor é amável
e não inveja ninguém.
O amor é nunca é orgulhoso, nem conceited, nem rude;
nunca é egoista, nao rápido fazer exame da ofensa.
Não há que nada o amor não pode enfrentar;
não há nenhum limite a sua fé,
sua esperança,
e resistência.

Em uma palavra, há três coisas
esse último para sempre: fé, esperança,
e amor;
mas o mais grande deles todos é amor."


(Corítios, 13. Segundo Thiagão).

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O texto era esse. Ou como chamei, o início do capítulo 3 do livro de experiências. Acredito que o texto não conseguiu passar a verdadeira idéia que deveria ter passado.

Resumindo:
Cansei das pessoas em volta de mim ficarem apontando pro defeito dos outros. Ou pior, analisando. Assim como a contradição. O orgulho das pessoas de não terem o braço a torcer. Ou não conseguir ser inocente na interpretação alheia. Sempre querer achar algo de errado, de inverso, de podre por trás da verdade. É a malícia, a maldade aprendida durante a vida, com os tapas na cabeça, dado pelos espertos. E aí esquece-se tudo que era mais bonito em ser criança. Como a sinceridade e a inocência.

Cansei do dedo (imaginário) apontado na cara de alguém com uma interpretação. Geralmente material aversivo. Não sou inocente, não tenho asas. Quero tentar continuar a bater com o dedinho na mesma quina da mesa. Acreditando no que meus pares me dizem cegamente, sem pensar na veracidade de seu discurso. No quão deve ser fato e o quão ilusório. Pelo menos no campo pessoal (apesar de tudo ser pessoal, mas isso é pra outra hora).

Sou critico, mas ao meu ver existe diferença entre ele e o cético/chato. Cético + chato é o cara que não tem o que fazer e tem uma opinião contrária à maioria só pra se satisfazer, sentindo-se uma exceção da regra, mas sem uma real reflexão/conhecimento do assunto. (O chato) é o que precisa que os outros saibam da sua opinião.

Me percebo diferentemente de quem ouve o que tenho a dizer. O que é bem comum. Julgar quem está certo é pra outro momento. O meu ponto de vista é diferente, vejo isso como a visão de algo por outro ângulo, um exercício que fortalece as sinapses. E pra trabalhar a minha exacerbada sinceridade já digo o exercício que aprendi no ensino médio com Anderson, bom amigo. Quando for pedida minha opinião sobre algo devo responder com outra pergunta: "Quer uma opinião sincera ou uma resposta pra fazer você se sentir bem?"

Para todos, o fim do post fica com Hiro Nakamura. Um herói de verdade.

*pensamentos ainda inacabados, logo, voltarão à tona*

Um comentário:

Raskólhnikov disse...

O texto é brilhante!
Em relação a este assunto, cito algumas ilustrativas palavras do filósofo Schopenhauer: «com cada pessoa com que tenhamos contato, não empreendamos uma valorização objetiva da mesma conforme valor e dignidade, não consideremos, portanto, a maldade da sua vontade, nem a limitação do seu entendimento, e a incorreção dos seus conceitos; porque o primeiro poderia facilmente ocasionar ódio, e a última, desprezo; mas observemos somente seus sofrimentos, suas necessidades, seu medo, suas dores. Assim, sempre teremos com ela parentesco, simpatia, e, em lugar do ódio ou do desprezo, aquela compaixão que unicamente forma a ágape, pregada pelo evangelho. Para não permitir o ódio e o desprezo contra a pessoa, a única adequada não é a busca de sua pretensa “dignidade”, mas, ao contrário, a posição da compaixão.»(vide Parerga e Paralipomena, cap. VIII, §109).
E voltando aos Coríntios, XIII, 11-13: «quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade [outra tradução: ‘amor’] – as três. Porém, a maior delas é a caridade [ou ‘amor’].»