segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

"Desencana"

Como se fosse fácil assim.
É como se houvesse um botão de "liga e desliga" e pronto, realizado. E num passe de mágicas sumisse todos os meus aborrecimentos e tristezas, mas não é. Quem seria eu, caso eu desencanasse?!
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O que seria de mim sem as noites vividas, insones, revirando na cama. O sono amaldiçoado que não vinha, e só viria depois das 5 da manhã, quando eu não precisava mais dele. Essas noites vividas, que os problemas se tornaram grandes demais pra mim e soluçando não via uma solução.
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O medo diário casado com o conformismo, só cresceria de fato quando o travesseiro não era conforto o suficiente. E é durante a noite que os pequenos medos se potencializam e eu entendo porque o escuro é tão associado ao mal e a luz ao bem.
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É aí que recorro à luz da cabeceira, que irá confortar minha alma. E talvez, voltará a me fazer dormir.
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Esse é o meu botão on/off.
Esse é o meu modo de dizer que já chega.
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Mas um olho continua sempre aberto, mesmo nos sonos mais profundos.
É você, consciência.

2 comentários:

Alê disse...

Você está escrevendo muito bem, Syd!


Desencanar é uma coisa muito difícil...Tem gente que consegue facilmente, eu não!
Mas não tem coisa melhor do que "enfiar o pé na jaca", esquecer do mundo e curtir a vida, nem que seja uma única vez.

Hammurabi disse...

Muito Bom Fidel. Quando eu melhorar da ressaca eu te elogio mais. Ou não quem sabe