quarta-feira, 15 de agosto de 2007

o dom da contradição - pt1

Cada vez mais as hipóteses se confirmam e a ingenuidade vai embora. Aquele garoto que tinha 16 anos e acreditava que o amor é eterno e que se casaria com a sua primeira namorada, se aproxima cada vez mais de um tio que tira as esperanças dos mais novos. (Esquecendo que era horrível quando alguém fazia isso com ele).

Desiludido, pé no chão, realista caso essa seja a palavra para um atual anti-romântico. Um anti-herói. Tem até uns discursos bonitinhos, mas fica ali, pensando. Chama suas idéias de O dom da contradição. Argumenta contra tudo que pode, sendo o chato, o rápido, o bom da dialética. Isso influencia nas piadas que faz, na rapidez do raciocínio. Mas sempre contra. Sempre. Sempre.

4 comentários:

Hammurabi disse...

Eu acho que eu nunca fui iludido. Eu sempre soube que não ia casar com a minha primeira namorada. Nem com a segunda, nem com a terceira, nem com a quarta, nem com a quinta..... Mas nem por isso eu penso que, não manter o primeiro amor, torna obrigatóriamente a pessoa num anti-herói. Na verdade eu não acho que deva se ver isso de maneira tão pessimista. O mundo é um jardim e nós somos beija-flores. Por que parar na primeira margarida?

Paulera disse...

nao é isso que vc falou que faz um anti-herói. é no fato de se tornar uma pessoa com idéias que odiava ouvir ao ser mais novo.

em ser passivo em um ciclo.

Hammurabi disse...

Concordo com você e retifico o que eu disse. Realmente não é isso que qualifica um anti-herói.
Anyway, seus tios eram muito cruéis Fidel.
Os meus pelo menos não falavam em amores ou paixões. Eles eram mais uma espécie de Lobinho pós-trinta. Geralmente a segunda frase que eles falavam pra mim era: "E as cocotinhas hein muleque?" A primeira era perguntando onde ficava o banheiro.

Paulera disse...

hahahahaha!