sábado, 26 de maio de 2007

O NÃO À HIPÓTESE DE EMO

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O HOMEM está entrando em extinção.
Não. Eu não estou falando do aquecimento global e nem da Hipótese de Gaia do Lovelock. Também não estou anunciando que um vírus mortal, originado no rim esquerdo do esquilo preto das colinas do Camboja, foi transmitido a um velho andarilho faminto que pensou ter encontrado no roedor um suculento espetinho. Não estou falando do homem no sentido generalizado. Eu estou falando do HOMEM separado do homem e da mulher. Eu falo do HOMEM, com todas as letras maiúsculas.
Este está, dia-a-dia, mais raro.
Essa mensagem pode parecer ridícula, por exemplo, a um estudante de engenharia das telecomunicações. A este e a estudantes e trabalhadores que vivem, obrigatóriamente, em similar condição de convivência longa e forçada com outros indivíduos do mesmo sexo, eu concedo o prívilégio da oposição à minha idéia. Aos outros não. Principalmente às mulheres e especialmente às mulheres. E, com boa dose de ousadia, digo mais: são elas que, como um jantar de gala regado a inseticida numa festa de baratas, estão exterminando os HOMENS.
Antes de qualquer coisa, deixem me falar sobre a mulher. Tudo bem, eu admito. Não tenho tanta competência pra falar desse tema como teria, por exemplo, Vinícius de Moraes. Também não vou incorrer na estupidez de tentar explicar a mulher. Platão falou sobre a metafísica e sobre um lago onde as pessoas tomam banho antes de reencarnarem. Porém não teve coragem de desenvolver uma explicação sobre a mulher. Porque? Por que ele era homem (com as letras minúsculas porque vocês sabem como eram esses gregos antigos não é verdade?). Ele, inconscientemente, adotou em relação à mulher a máxima socrática de que "Tudo o que sei é que nada sei". Eu, humildemente, me disponho a falar apenas sobre certas características mais tácteis do gênero feminino. É provável que, quem leia este artigo, creia que estou me valendo de clichês. Mas, neste caso, eles são extremamente necessários.
As mulheres têm as rédeas do mundo. Quer saber quem é a responsável pela Peste Negra? A mulher. Pela escravidão do povo hebreu no Egito? A mulher. Pela viagem do HOMEM à Lua? A mulher. Pela 1ª e pela 2ª Guerra Mundial? Mulher. Rodrigo Santoro foi pro LOST? Culpa da mulher. O motivo dele ter sido um fiasco na série? A mulher.
Todos esses eventos ocorreram com o HOMEM acreditando piamente que era ele quem estava no controle quando, na verdade, ele estava sob domínio da mulher, tal qual uma marionete.
Se são elas que amamentam, criam, alimentam, disciplinam e põem a humanidade pra assistir à Xuxa e similares , então são elas as responsáveis por tudo o que acontece no mundo que esteja relacionado à nossa espécie. Alguém discorda?
Acontece que esse poder feminino sempre esteve ocultado sob a égide da suposta dominação masculina. No entanto, nos últimos cem anos, a população feminina global têm saído dos bastidores e assumido o palco da terra. Antes, sua presença no que concernia ao poder era tímida, quase imperceptível. Agora, me atrevo a dizer que o planeta tem, gradativamente, se transformado numa Sociedade das Amazonas. E isso tem provocado alguns graves efeitos colaterais nas gerações masculinas hodiernas. Dentre eles eu vou citar dois e, me valendo de inspiração Euclidesca, vou criar dois neologismos para defini-los: Serão eles o processo de Vaginização e o processo de Descavalheirização. Para mim, esses dois processos explicam a preocupação inicial do texto.
O HOMEM tem esvaecido por causa da Vaginização e da Descavalheirização.
Vaginização não parece ser um termo desconhecido. É provável que Melanie Klein o tenha usado. Mas creio ser difícil que a definição que ela possa ter criado para esse termo seja a mesma que eu criei. Eis a minha definição:

Vaginização. (obviamente um substantivo feminino) Processo com valor de adaptação da espécie no qual os machos da raça humana adquirem certas características típicamente femininas tais como "sensibilidade", "intuição", "ojeriza a jogos de futebol" e "Incapacidade de trocar um pneu de carro".

Inveja do Pênis Freud? Só se for na tua época! O trâmite na modernidade é o inverso. Muitos homens têm, inconscientemente, se tornado vaginizados, isto é, assumido um papel que outrora era tradicionalmente feminil. Hoje é possível observar homens tomando chá (chá?) com o dedo mínimo esticado; ligando para o Agente Autorizado solicitando o conserto da televisão; chamando o guincho para um pneu furado; lendo livros de auto-ajuda e, pasmem, de orientação e posicionamento sexual. A que ponto chegamos!? E tem mais: os homens hoje sentem vergonha de urinar na rua. Se o fazem, é com consciência pesada. Arroto então? Que "indelicadeza". Cueca no box do banheiro? É melhor ajoelhar no milho. Os homens modernos perderam o instinto.
Se Petrucchio, o personagem shakesperiano da obra A Megera Domada, fosse real e pudesse ver o atual estado de calamidade em que se encontra a população varonil ficaria deveras envergonhado com a nossa decadência.
As Catarinas têm nos dobrado desde que resolveram queimar os sutiãs.

Descavalheirização. sf. Processo consequente à vaginização caracterizado pela não observação das normas implicitas de conduta masculina.

O raciocínio é lógico: Se você tem uma vagina no lugar do Superego, não tem porque ceder o lugar no ônibus para que a senhora idosa cheia de sacolas possa sentar-se. Não tem porque segurar o elevador e ficar do lado de fora quando a tia gorda entra e atinge o peso máximo permitido por viagem. Não ajuda a mulher cheia de crianças a atravessar a rua e se expõe ao risco de atropelamento quando o sinal abre. Não tem porque comprar caixas de chocolate pra presentear a mãe da tua namorada que acha que você não "tem nível" pra filha dela. Não tem porque salvar a porra do gato da vizinha que tá acuado na àrea de serviço pelo teu cachorro que quer dar um trato no bichano. Enfim, você não precisa ser HOMEM.
Mas se tem uma coisa que a raça humana aprendeu com o Star Wars é que deve haver equilíbrio entre as forças para que o universo não entre em colapso. E isso as mulheres terão que aprender com uma amarga lição. Talvez já estejam aprendendo.
Para as mulheres que, porventura estejam lendo este texto: Qual a idade do último HOMEM que te defendeu de um assalto? E a pia da cozinha? Quando foi a última vez que um HOMEM da tua casa a desentupiu? O Totó morreu. Quem enterrou? Um HOMEM da tua casa ou o serviço funerário da Pet Shop? Você já "rachou" a conta do restaurante, ou pior, teve que pagar a conta do cara que te acompanhava? No ônibus, um HOMEM já te cedeu o assento ou ele, no máximo, se ofereceu pra segurar a tua bolsa? É... Lamentável.
A situação só tende a piorar.
Por isso a hora da reação é agora. Precisamos voltar a ensinar aos nossos filhos que "HOMEM não chora" . Precisamos reforçar cada arroto que o garoto der. Futebol deve ser sacramente assistido nas tardes de domingo e os comentários e reprises devem ser vistos à exaustão pelos infantes. Na hora do recreio tem que ter "porradinha". A Playboy deve ser explorada como suplemento às aulas de biologia, educação sexual e gramática. A estatística de que existem pelo menos cinco mulheres para cada homem deve ser enfatizada no sentido de que, pra cada "piriga" que o muleque perder, haverá outras quatro oportunidades para tentar se dar bem. Fora às que ele pode tomar dos manés que persistirem vaginizados.
Não há tempo a perder.
O Futuro do HOMEM está em nossas mãos. É o meu futuro, o teu futuro, o futuro dos teus filhos e o futuro dos pentelhos dos teus sobrinhos.
Não há outra saída.
É HOMEM ou EMO!

Um comentário:

Paulera disse...

palmas eternas!!!!! clap clap clap!
muuuuuuuuiiitooo bommmmmm!!!!

"pq o Rodrigo Santoro morreu em lost? mulher! porra!"

hahahaha, muuito bommmmmm!!!

reforçando o seu comportamento de criar mais textos assim!